Vladimir Putin, presidente da Rússia, dá aula de cristianismo a Obama

Por Matheus Neves - 16 de setembro de 2013 Nenhum comentário
O presidente russo, Vladimir Putin, fez um apelo direto ao povo americano na quarta-feira (11/09/13) para rejeitar chamadas do presidente Obama para um possível uso da força contra a Síria. O apelo repercutiu na imprensa do mundo todo através de um artigo no The New York Times combatendo muitos dos argumentos de Obama, feitos 24 horas antes em um discurso à nação.

Putin, presidente da Rússia, e Barack Obama, dos EUA, estão no centro de um debate internacional sobre a necessidade de uma intervenção militar estrangeira na Síria. De um lado, o presidente de um país que tentou exterminar todas as religiões e instaurar o ateísmo comunista, aliado do atual presidente Bashar al-Assar. Do outro, o presidente da maior potência econômica e política do mundo.

Entretanto, Obama também usou o discurso para anunciar que ele pediu ao Congresso para adiar votação sobre a sua chamada para a autorização de um ataque militar para dar tempo para uma solução diplomática de 11 horas para o trabalho. O acordo, que exigiria Assad entregar as armas químicas de um organismo internacional, foi negociado, em parte, pelos russos.

A hipótese de invasão ainda não está totalmente descartada, mas os especialistas em relações internacionais apontam para o fato de que isso pode resultar em um conflito muito maior, que atingirá grande parte do mundo, em especial os países do Oriente Médio, deixando milhares de vítimas inocentes feridas.

Leia um trecho do artigo escrito pelo presidente russo:

"Esse potencial ataque dos Estados Unidos contra a Síria, mesmo com a oposição de muitos países e dos maiores líderes políticos e religiosos, incluindo o Papa, terá como resultado mais vítimas inocentes e, numa escalada que espalhará potencialmente, o conflito muito além das fronteiras da Síria. 

Um ataque só intensificará a violência e irá iniciar uma nova onda de terrorismo. Isso pode minar os esforços multilaterais para resolver a questão nuclear iraniana e o conflito Israel-Palestina, além de desestabilizar o Oriente Médio e o Norte da África.

Esse conflito interno, sustentado por armas estrangeiras fornecidas aos rebeldes, é um dos mais sangrentos do mundo… Não estamos protegendo o governo sírio, mas o direito internacional… Ninguém duvida que gás venenoso foi usado na Síria.

Mas existem todos os motivos para acreditar que não foram utilizados pelo Exército sírio, mas sim pelas forças de oposição, visando provocar uma intervenção de seus poderosos patrões estrangeiros, que se mantêm ao lado dos fundamentalistas… Um número crescente de nações vem procurando adquirir armas de destruição em massa.

É uma questão lógica: ninguém vai desafiar quem tem a bomba em seu arsenal… Analisei atentamente seu pronunciamento à nação na ultima terça-feira. E gostaria de discordar do que ele [Obama] disse sobre a excepcionalidade dos Estados Unidos, ao declarar que a política do país é “o que torna os EUA diferentes. É o que nos torna excepcionais”.

É extremamente perigoso encorajar as pessoas a considerar a si mesmas excepcionais, seja qual for a intenção… Existem nações grandes e pequenas, ricas e pobres, com tradições democráticas antigas e aquelas que ainda procuram seu caminho em rumo à democracia. Suas políticas também diferem. 

Somos todos diferentes, mas, quando pedimos as bênçãos de Deus, devemos nos lembrar de que Ele criou a todos nós como iguais".

Putin escreveu um artigo de opinião no The New York Times para contrariar os
argumentos do presidente Obama sobre possíveis ataques militares contra a Síria.
Com informações do Gospel Prime

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